holy moments of a waking life

18 agosto 2006

Eu estava lá


Tenho que registrar aqui minha presença no Beira-Rio, na última quarta-feira, pra assistir a final da Libertadores. Consegui meu passaporte graças à infelicidade de my little pal Toto, associado ao clube, mas que tinha que trabalhar na hora do jogo. Valeu, Toto!!! Como eu falei, eu sou pé quente! [:D]

Bueno, mas minha ida ao Beira-Rio suscitou alguma polêmica sobre minha “rubro-negrice” exclusiva. Sim, pra quem não sabe, eu sou xavante, por hora líder da sua chave na série C do Brasileiro, time com a melhor campanha. Sempre defendi o fato de ser EXCLUSIVAMENTE torcedor do G.E. Brasil, e simpatizante fortuito e de ocasião de outros times (exceto o Corinthians, o qual detesto, abomino e seco). Até mesmo o E.C. Pelotas, rival e filho do meu xavante, tem minha compaixão e o desejo que retorne à primeira divisão do futebol gaúcho (claro que, se ficarem 40 anos na Segundona, não me importo!). Já torci pelo Grêmio em 96 na final do Brasileiro contra a Portuguesa (vim de Pelotas pra assistir) e nas Libertadores, pelo São Paulo nas Libertadores e em Tóquio, mas sempre foi uma “torcida” comedida, motivada mais pelo fato de ser gaúcho e brasileiro, do que por ser torcedor das referidas agremiações.

No entanto, por estar morando em POA, cercado pela bipolaridade GRE-NAL, associada à minha atual antipatia pelo Grêmio e seus torcedores fanáticos (exceto aqueles que são meus amigos!!!), temia que, após uma conquista colorada, vivenciada in loco, eu adotasse o time do Saci como segundo time.

Realmente, foi um espetáculo. O estádio enorme, lotado e iluminado pelos sinalizadores rubros, estava “de cinema”. A torcida, num misto de confiança, nervosismo e ansiedade, chamava o time ao campo, entoando seu hino e gritos de guerra e rezando – literalmente - antes da partida iniciar. O jogo foi perfeito, pelo futebol apresentado pelos dois times, pela emoção até o último minuto, pelo resultado final. Estar no meio da torcida te permite ver fatos inusitados, como homens e crianças chorando antes, durante e após o jogo, rezas, abraços trocados entre estranhos após cada gol. Foi um espetáculo lindo e fico feliz por ter estado lá.

Tá, mas e aí? Virei colorado? Bom, eu vibrei com cada gol do Inter. Mas também tinha vibrado com os gols do Paulo Nunes e do Aílton em 96, e não virei gremista. Achei jóia quando o bandeirão do Inter cobriu toda a arquibancada, tirei foto com meu parceiro colorado Nilo e os irmãos dele. Queria que o Inter ganhasse. Agora, a questão é que minha emoção não chegou nem perto daquelas que senti com o meu XAVANTE. Vibrei muito mais com a vitória do G.E. Brasil contra o Pelotas, na final do campeonato citadino em 2004, do que com a conquista do Inter na Libertadores. Fiz muito mais festa com a volta do rubro-negro à primeira divisão do Gauchão, num jogo contra o Sapiranga num Bento Freitas lotado.

Loucura? Claro. Isso é o que explica “ser torcedor”. Não há lógica, só paixão. E eu sou só XAVANTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Parabéns, colorado! Torço pra vocês no Japão. Agora é acompanhar meu G.E. Brasil no Brasileiro da série C. Se quiser saber um pouco sobre o que é torcer pro rubro-negro, é só olhar o vídeo.

Daqui a pouco eu volto.

9 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Pois é, Rafael, eu não torço pra time nenhum e nem gosto desse negócio de futebol. Mas naquela quarta-feira confesso que torci sim pela vitória do Inter e depois do final da partida eu saí pra rua e o clima, apesar daquele frio e daquela chuvinha molha-trouxa, era como se o país tivesse ganho a Copa do Mundo. Deu arrepio e olha que eu destesto futebol. Cheguei a pensar em ir assistir ao jogo no estádio, mas achei too much. Enfim, ter assitido in loco deve ter sido emocionante mesmo. Beijo. Luzinha

agosto 18, 2006 1:47 PM  
Anonymous Anônimo said...

Fala Henry,

Alguns dizem por ai que amor o cara tem um só. Acho que pro futebol isso é uma verdade, pros demais casos eu discordo. Gostaria de ter ido ao jogo, mas também não pude, ossos do ofício.

O Pepsi on Stage fica do lado do aeroporto Salgado Filho.

Abraço.

agosto 18, 2006 1:54 PM  
Blogger Rafael said...

Isso aí, Luzinha! E valeu pela visita! Bjo!

agosto 18, 2006 1:54 PM  
Blogger Rafael said...

Issae, Nego! Gracias pela info! Abraço!

agosto 18, 2006 1:56 PM  
Anonymous Anônimo said...

Oi Rafael, fazia um tempão que eu não passava por aqui. Gostei muito do teu texto e concordo contigo, também sou torcedora de um só time: XAVANTE!!!! Só quem já ouviu a charanga tocando na baixada e a torcida vibrando, pode entender que a paixão pelo rubro negro tem que ser exclusiva! 'Tamo' mal de time, uma barbaridade!!! beijo
Márcia Gastal

agosto 18, 2006 7:20 PM  
Blogger Rafael said...

Valeu pela visita, Márcia!!! Acho que explicaste bem o que é a paixão pelo xavante! [;D]

Bjão pra ti!!!

agosto 18, 2006 7:26 PM  
Blogger Fonseca said...

Só tenho que te dizer uma coisa: como que EU, que sou colorado, não estive lá e deixaram um XAVANTE ir no meu lugar?? A vida é injusta!! hahaha!!

Abraço do campeão da América!!

agosto 19, 2006 11:31 AM  
Blogger Rafael said...

Hehehe... pois é, é injusta, mas não te preocupa: torci pelo teu time e meu pé quente ajudou![;D]

Abração!!!

agosto 19, 2006 2:48 PM  
Anonymous Anônimo said...

Aê Rafael,

Imagino que tenha sido uma festa e tanta, sabes que adoraria ir, mas o trabalho não deixou. Quanto a ter um time só, não acho que seja exigência porque acabamos simpatizando com outros, mas preferências são preferências. E realmente, estar na massa xavante, ao lado da charanga, em pleno Bento Freitas lotado, não há nada igual !! E de preferência se estiver chovendo. Viva a massa rubro-negra. Abraço. Juliano.

setembro 01, 2006 12:08 PM  

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